Quando a idade e a surdez não são desculpas, apenas detalhes

December 2, 2019

Aos 83 anos, médico aposentado não se deixa abalar por alguns desafios.

 

 

Quem vê Eumar Almeida Britto (CRM-GO 572) talvez imagine que a aparência frágil de um senhor de 83 anos de idade, usando dois aparelhos auditivos seja um obstáculo para ele. Bem longe disso. O otorrinolaringologista aposentado dedica seu tempo entre os cuidados em sua fazenda na cidade de Goiás e o estudo de música, idiomas e artes marciais na capital.

 

A surdez veio na juventude causada pela otosclerose, que é a formação anormal de um osso imobilizando o estribo e assim, impedindo que as vibrações sonoras adentrem ao ouvido. Próximo dos 30 anos, Dr. Eumar ouvia bem pouco. Isso nunca o parou.

 

Durante mais de três décadas de carreira, ajudou a organizar a residência médica do Hospital Geral de Goiânia (HGG), do Hospital Araújo Jorge, do Hospital das Clínicas e da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, onde foi provedor por 11 anos. Também atuou por 35 anos como professor de medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG).

 

Segundo Eumar, desde a juventude, ele se preocupou em envelhecer bem. “Sempre vi o estudo como maneira de continuar ativo”, conta. “Se não estudar, a gente enferruja”. Por anos, ele lutou judô, karatê, kung fu e tai chi chuan. Hoje, o aposentado se ocupa mais com a ioga, o pilates e a dança de salão. “Danço qualquer coisa”, diz com confiança.

 

“Tenho como lema de vida estar sem medo, sem pressa, sempre sereno e continuar a construir meu mundo” Dr. Eumar Britto

 

Piano, teclado e acordeão são os instrumentos que o médico dedica parte de seu tempo para estudar e praticar. “Quero comprar outro acordeão porque o que eu tenho é muito pesado para um idoso segurar”, ele brinca. Se a pessoa estiver “desarmada”, Eumar começa a praticar inglês e francês com ela ali mesmo. “Até tentei aprender chinês, mas é muito difícil”, completa.

 

Com a intenção de trazer mais qualidade de vida para si mesmo e outros idosos, Eumar colabora no grupo “Travessias”, composto por profissionais aposentados e ex-alunos da UFG. “O nome do grupo é sugestivo, já que estamos nos preparamos para nossa travessia”, explica com bom humor. O objetivo do médico é que os seus colegas estudo Lógica, disciplina que ele garante que trará mais vigor para o cérebro do que qualquer outra atividade.

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